segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Desabafos de ignorância

Gosto imenso de números redondos. E hoje faltam 20 dias para o começo da maior aventura da minha vida até hoje. Tenho andado demasiado tempo preocupado com o que falta resolver do que com o que aí vem de bom, nomeadamente a prolongada ausência da Letter of Admission que supostamente seria enviada pela Karlova Univerzita «nos fins de julho, inícios de agosto» - situação para a qual enviei e-mail hoje para eles solicitando informação acerca do assunto - tal como a necessidade inevitável de ter de adquirir um telemóvel novo (mais por pressão da Iris do que por outra coisa qualquer) que me permita usar cartões e/ou tarifários que porventura houverem por lá. Não me informei muito sobre isso, mas para mim, que tenho presentemente um tarifário mensal de 5€ com chamadas e mensagens à pala para outros clientes Vodafone, devido a uma promoção universitária que fizeram, imaginem, em 2010 e que ainda continua vigente por algum motivo miraculoso, era-me imensamente desagradável ter de abdicar de um plano de custos tão reduzido apenas por ficar uns meses no estrangeiro. Assim, tomei a escolha sádica de pagar dois tarifários ao mesmo tempo: o de Portugal para não ficar sem ele, e aquele que vier a ter de forma a ter o máximo de utilização de dados wireless possível sempre que precisar - e sei bem que irei sentir falta de cada byte disponível.



Quer queira quer não, este será o meu melhor amigo por terras magiares e checas.



Mas há mais: o meu plano de estudos ainda por resolver devido a e-mails pendentes e a soluções ainda não descobertas que da minha parte queria verem ser aplicadas da forma mais eficiente possível mas que pelos vistos o lado que me devia estar a prestar apoio dificulta-me grandemente a tarefa ao impôr obstáculos ou simplesmente premindo o carimbo negativo; ainda não sei se posso fazer as cadeiras que quero, nem se são válidas, nem merda nenhuma. Fica tudo para a última da hora, em Setembro. Queria ver se as minhas aulas começassem logo no início do mês, como à Íris. Estava bem fodido. As coisas resolvem-se, mas o estado de indefinição enerva-me.

Também desconheço literalmente o sistema bancário nos países da UE nos quais não circula o Euro. Não faço ideia se no caso de me fazerem uma transferência internacional o dinheiro me chegue em Euros e tenha de levantar e cambiar ou se a taxa é logo aplicada e me fica disponível na moeda local, ou se há outro procedimento qualquer visto que há um limite de montante cambial diário. Agradecia aos meus leitores que se souberem a solução para este enigma deixe o comentário a explicar de forma a que a minha cabecinha de vento entenda.

Por último, a questão do alojamento inicial. Por muito que eu goste de ser aventureiro à brava e pôr-me a fazer as coisas à campeão, admito que essa vontade se espairece quando comigo estão cargas de bagagem dignas de serem levadas por uma besta, e reservar um motel barato no centro da cidade que ofereça condições minimamente satisfatórias (vá, pelo menos água quente, paredes firmes e sem bicharada no soalho de madeira) vai ser um desafio. Sobretudo porque não confio muito nos motores de pesquisa online para realizar reservas antecipadas. Mas isto sou eu que sou leigo. Mas terá que ser já que no dia seguinte à chegada terei que deambular pelas útcas de Budapeste à procura de um quarto decente para a Iris chamar de lar durante os próximos tempos e para eu repousar o rabo durante três semanas.

Vou tão preparado para umas coisas, mas, para outras sinto-me um puto perdido na feira à espera que alguém lhe leve algodão doce para parar de chorar.

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