sábado, 29 de agosto de 2015

A Monumental Despedida - Parte I

Se há uns dias atrás me queixava de o tempo passar devagarinho, num ritmo letárgico no meio do limbo, agora os papéis inverteram-se; está tudo a ir a mil à hora, e não sei para onde me virar. Não é que seja por imposição minha, mas tenho de me mentalizar que estou, à hora em que estou a escrever esta peça, a menos de um dia de levantar âncora para Lisboa, seguindo diretamente para o aeroporto de forma a tentar o check-in o mais rapidamente possível no meio do previsível pandemónio -- ah sim! que os funcionários da Groundforce, a empresa que trata da assistência em terra (leia-se transporte de bagagens) da TAP, convocaram greve para hoje e amanhã. QUE BELO TIMING, HÃ. Não sei até que ponto esta situação me irá prejudicar, mas prefiro não massacrar a cabeça com isso agora. Estou mais descansado por ter finalmente tudo tratado, a mala está praticamente arrumada já mas a obsessão em verificar todas as gavetas por objetos úteis adicionais que possam ser incluídos na convocatória final continua, e consigo ver finalmente o meu caminho a aclarar-se um pouco mais em frente aos meus olhos relativamente ao que farei quando chegar. Quando. Agradecimentos à Groundforce. Juro por tudo que se eles me fazem falhar o check-in no Hostel que vai haver confusão da grande, nessas merdas não gosto de facilitar. No máximo, que me adiem até à manhã seguinte. O resto, dizia o JJ, são peaners.

No entanto, ainda tenho mais 24 horas em Coimbra. Em vez de desejar pela célere passagem de tempo, devia estar a aproveitar melhor os meus últimos momentos aqui, em 2015. Creio que acabarei mesmo por fazer isso: o meu pai fez questão de comprar a minha iguaria preferida -- camarão selvagem -- além de alguns mantimentos para a monumental festa de despedida logo à noite.


O que aí está é uma pequeníssima amostra. Falta todo o stock que está na garrafeira e a contribuição, em forma de bebida pesada da malta. Não vai correr bem.


O plano é simples e habitual ao que costumo fazer, mas numa escala bastante maior. Começaremos pela jantarada no Couraça, discutivelmente o meu sítio preferido em Coimbra para petiscar, seguido da debandada em geral para casa onde na ordem do dia estará o Poker, o California Kings e talvez o Drinking Uno. O resto, como dizem, é história. Fiz questão de convidar quem eu acharia que, de uma forma ou outra, se mostrasse imediatamente disponível para ir e quem posso contar quando quero. Somos quinze pessoas em perspetiva, pelo que me deixa bastante contente que, apesar de tudo, tenho quem se importe comigo (ou então é só pelo motivo da festa, mas aí pouco me importo). Acho que não podia ter escolhido melhor forma de me despedir de Coimbra: ao lado de quem me sinto confortável, com sorrisos e piadas, e uma história para mais tarde para contar. Só tenho pena de não estar cá a Iris, mas ela tem mais juízo que eu e permanece a trabalhar mesmo até ao último dia. Mais tarde farei questão de a compensar que ela também merece, e faço uma festa só com ela. Mas essa será a comemorar os melhores meses da nossa vida.

NOTA FINAL: Não sei se amanhã conseguirei ter tempo para escrever mais um post ou se só farei já estando na Hungria, mas tentarei o meu melhor para a partir de agora mudar o teor e conteúdo dos artigos para algo mais descritivo e informativo do que ver e viver aquando do meu tempo lá fora. Em suma, a partir de amanhã acabou-se a palha e começam os textos a sério e com legítimo interesse. Tratarei de partilhar onde puder de forma a conseguir atingir mais pessoas. Ficarei para sempre em vossa dívida se decidirem fazer o mesmo e partilhar a página de facebook nos vossos perfis ou em grupos pertinentes. Deixo também o mais sincero agradecimento aos que me seguem e perdem um pouco de tempo a ler cada produção minha. É por vocês e pelo feedback tão positivo que tenho recebido que continuo, sempre com mais entusiasmo! Obrigado e um abraço a todos. Vejo-vos em 2016.


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