terça-feira, 25 de agosto de 2015

Boémia e Morávia

Foi hoje, ao tratar do meu último documento (finalmente!) na DRI, que alavancou o processo de ida e, com ele, voltou a sensação de ansiedade constante, vertiginosa até, da mudança tão abrupta já ao virar da esquina. Chega a ser verdadeiramente assustador mas ainda há muito futebol pela frente nestes próximos dias e a temporização é a chave; apesar das coisas se irem tratando, como a já mencionada burocracia, a obtenção de mais fundos e acessórios essenciais ou juntar alguma roupa que me será de grande utilidade, tenho dois eventos para me ocuparem o tempo até Domingo, o mais flagrante desde logo a figurar-se na forma de trabalho. Até Sexta-Feira ainda são 24 horas de sol, suor e esforço (e como o meu corpo bem agradece!!), mas o palco principal está marcado para a minha grande festa de despedida no Sábado à noite, véspera de partida.
Durante o período de aulas tenho o hábito de juntar malta amiga no término do último dia útil semanal para se jogar umas rodadas de Poker, umas cartadas, ou pura e simplesmente beber que nem cavalos e entrar no javardanço - na segurança e conforto do meu lar, claro, para ninguém pensar que somos uns vadios brejeiros. Mas a ocasião não é por menos e espera-se uma atmosfera mais intensa no Bairro Norton de Matos; espero que não corra como o meu mítico aniversário, um descontrolo total. Mas isso são outras histórias para outras alturas.
A verdade é que é nesses momentos que percebemos a simplicidade das pessoas com quem nos damos e se fortalecem relações ao longo do tempo não porque forçosamente temos de estar com elas mas sim porque são estas, gradualmente, a procurarem a nossa companhia pelo gosto genuíno. É esta sinceridade que eu talvez mais aprecio que um amigo meu tenha, e daí querer passar os meus últimos momentos em Portugal com a malta que merece. A eles, farei um brinde. No tempo devido.


Hoje escreverei sobre os locais que quero visitar dentro da República Checa. As amostras ilustradas são parcos exemplos entre os muitos sítios que provavelmente deverei marcar presença, mas admito ignorância sobre eventuais pérolas perdidas entre a Boémia e a Morávia:



Plzen

Além de ser a Capital Europeia da Cultura deste ano, galhardete partilhado com a cidade belga de Mons, Plzen é sobejamente conhecida por uma particularidade. Sim, todos sabemos qual é. Apesar da catedral gótica, a Câmara Municipal renascentista e da presença da segunda maior sinagoga da Europa (atrás de Budapeste), Plzen vale a pena pela cerveja. Algumas das melhores cervejas do mundo, como a Pilsner Urquell e a Gambrinus, são produzidas aqui mesmo. O marco turístico mais atraente será mesmo a visita guiada pela Plzensky Prazdroj, onde os visitantes aprendem mais sobre a história da cerveja. Sou muito mais apreciador de vinho do que de cerveja, francamente, mas já dizia o outro que em Roma sê romano!

E vocês não fazem ideia de quão barata é a cerveja em terras checas...


Brno


Sendo a capital da Morávia, não seria de espantar verificar o que Brno tem para oferecer: inúmeros testemunhos medievais, repartidos entre castelos, fortalezas e catedrais, ou a maravilha natural que é o Carso da Morávia, uma área cravada de grutas e gargantas capazes de colocar em êxtase qualquer espeleólogo ou geólogo. O circuito mundial de Moto GP também aqui passa (foi daí que, em criança, ouvi pela primeira vez falar em Brno) mas infelizmente a minha chegada não coincide, por apenas duas semanas, com a realização do evento no circuito Masaryk. Brno tem também um ponto arquitetónico intrigante nas suas fileiras: a Villa Tugendhat, reconhecida pela UNESCO como Património Mundial. Há tanto para ver aqui de tal forma que não deverei passar por Brno apenas uma vez.




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