terça-feira, 29 de setembro de 2015

A cidade das cem cúpulas

Não houve melhor remédio para a forma como as coisas estavam a decorrer do que prometer a mim mesmo um tempo sozinho a explorar as maravilhas que Praga tinha à minha espera. Afinal, era uma das coisas que eu tinha planeado fazer, e que tinha ficado sempre em segundo plano devido tanto à distância e custo de transporte desde Hostivar até ao centro como pela urgência de outros assuntos, relacionados ou com a minha acomodação na residência ou com a universidade, que começa oficialmente (para Geografia, pelo menos) amanhã com o dia de orientação que eu prevejo que seja o ponto de mudança para mim aqui.

Por agora, dediquei a mim mesmo este dia e aproveitei para conhecer a cidade enquanto o tempo e a luz solar ainda fossem favoráveis. Foi a melhor escolha que podia ter feito. Comecei o meu roteiro em Václavské námesti, na ponta sul mesmo junto ao Museu Nacional, e percorri a avenida repleta de restaurantes, lojas e hotéis em direção a Mústek. Daí, foi um calcorrear nas ruelas tão encantadoras e típicas da Europa Central, com maravilhas à espreita em cada esquina, desde as coloridas lojas de souvenirs e de cristais da boémia, às bancas de comida de rua ou...aos estabelecimentos que se dedicam a vender absinto, do género que rodeia os 70%.



Não perdi tempo a chegar a Staromestské námesti - a Praça da Velha Cidade - e a participar no ritual horário da dança dos apóstolos no Relógio Astronómico. O espetáculo em si não é brilhante, mas a torre e a decoração de todos os edifícios em redor é absolutamente mágico. Nota para a multidão de turistas que aflui ainda nesta altura do ano, contrastando profundamente em números com Budapeste e até Lisboa.






De seguida, percorrendo a rua Karlová e remando contra a maré de turistas asiáticos, franceses e espanhóis, atinjo a ponte homónima. Terão de me desculpar por eu estar a poupar nos detalhes agora, mas tenho alguma pressa em terminar isto para poder dormir algumas horitas que amanhã acordo cedo!













Uma vez percorrido o rio Vltava, decidi subir a colina de Hradcany com o objetivo principal de ver a Zlatá Ulicka (Rua Dourada), a famosa ruela dos alquimistas dos tempos reais das casinhas charmosas onde viveu, entre outros, Franz Kafka, um dos supra-sumos da literatura checa (apesar de este escrever em alemão, idioma reinante na altura do domínio habsburgo. Fiquei-me por Prazsky Hrad, ou o Castelo de Praga, e sobretudo pela edificação que valeu o meu dia inteiro: a esplendorosa Catedral de São Vito, que me fez ficar de boca aberta durante uns bons minutos. No caminho de volta a Stare Mesto, passei ainda por uma estátua bastante curiosa, a rua mais estreita do mundo, um casamento, uma loja de gomas hilariante e pela Torre da Pólvora. Deixo tudo em fotografias com a promessa de elaborar mais o meu conteúdo quando tiver tempo para tal. Amanhã o dia é longo.









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