quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Búcsú Budapest...

24 dias que passaram de forma tão célere, quase ficando um amargo na alma de não poder ter saboreado mais intensamente as maravilhas que a capital húngara tem para oferecer, mas de certeza permanecendo a promessa de voltar sempre que puder, mesmo quando já não estiver em Erasmus. Será um crime não o fazer, e a dor de ter a cidade na minha mente sem perspetivas de voltar seria insuportável. 

Já quase me ia esquecendo de como se arrumava a minha mala e, de fato, já as minhas coisas andavam espalhadas pela casa, como se de um inquilino se tratasse, mas a minha breve condição não permitiu sobressaltos alongados além do que a minha mente permitia estando condicionado, sempre e unicamente, ao estatuto de temporário na Hungria, apesar da minha afinidade, lentamente conseguida, pelo território, pelos costumes, pelo povo e o fervor que sentem pela sua nação.

Hoje vou sair à noite, aproveitar a promoção de bar aberto no Morrison's, já acima de Nyugati, com a malta da casa que se dignou a tornar a noite deles numa festa de despedida para mim, meter-me no karaoke e esperar apanhar uma cabra valente antes de voltar a casa, dar os toques finais e dirigir-me ao Metro 3 para ir à estação terminal apanhar o autocarro das... seis e meia da manhã. Vou chegar todo podre e partido a Praga, isso é certo e adquirido mas hey, que se foda. Não há de ser nada.

Se há coisa de que vou ter saudade, será certamente do vinho. A partir de agora a cerveja é rainha e senhora em terras checas.


A verdade é que à altura em que escrevo esta publicação, não estou ainda preparado para enfrentar uma capital nova e um idioma novo e apesar de me ter equipado com alguns mapas tirados em print screen e guardados como imagens no telemóvel, a verdade é que andarei às cegas à procura de um multibanco que não me roube à descarada ou de um centro de informação e venda de bilhetes de transporte e amanhã será um dia extremamente atarefado, em que irei gastar muito dinheiro, andarei de um lado para outro e serei forçado a falar gestualmente com muitas pessoas, tudo isto com um sono a cair de lado. Uma combinação mortífera à qual tentarei sobreviver. A ver como corre. Por agora, espera-se uma despedida triunfal de um país pelo qual me apaixonei. Köszönet mindenért, Magyarország!!!


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